Pirarara: Características, como e onde pescar

Entre nossas centenas de peixes, há um “quase tubarão”: o pirarara. O pirarara é um tipo de bagre (peixes de ordem Siluriformes na América do Sul) com aparência confundível com as de tubarões.

O Brasil é uma nação com uma biodiversidade de invejar qualquer outra. Mesmo com todo seu desmatamento e o descuido do estado, estipula-se mais de 600 espécies de peixes em território canarinho (no mundo, há mais de 24 mil espécies).

Se propuser encontrar um desses em sua pescaria, vá para as bacias do rio Araguaia, Tocantins e Amazonas.

Estima-se que tenha ao menos 2200 espécies de bagres ramificadas em 40 famílias. Dessas 2200, em torno de metade dessa parcela seja nativa da América do Sul.

O que é Pirarara?

O Pirarara, Phratocephalus hemioliopterus, é um peixe do tipo bagre.  Um peixe de grande porte. Seu nome foi escolhido em uma homenagem, ou analogia, a arara-vermelha (devido à cor de sua barbatana dorsal e sua cauda recordarem a bela fisionomia dessas aves).

A piscicultura (criação com fins comerciais de peixes) é muito praticada com os pirararas. Da mesma forma que o peixe espada, não tem seu corpo como comércio rentável (muitos opinam que sua carne é engordurada e tem gosto forte).

Pirarara filhote

Foto: Projeto Pacu

Em contrapartida, sua exterioridade e sua robustez dão charme e valor ao peixe. Proporcionando que se por um lado a carne não é bem apreciada, por outro seu charme é atrativo e rentável ao próprio comércio.

Características da pirarara 

O também conhecido em alguns pontos por Peixe-Arara  é natural de água doce e suas medidas máximas atingem a casa dos 80 kg (peso) e 1,5m (comprimento).

Sua aparência física pode ser, guardada as devidas proporções, comparada ao famoso tubarão. Isso porque sua pigmentação é acinzentada nas costas e branco no seu inferior do corpo, da mesma forma que muitas espécies de tubarões.

É um peixe de couro (nome designado aos peixes os quais não possuem escamas).  Além disso, sua barbatana dorsal e cauda são avermelhadas.

pirarara no aquario

Foto: Flickr

Sua expetativa de vida gira em torno de 18 anos de idade e é um peixe cuja reprodução ocorre em conjunto com suas migrações, ou seja, o animal se locomove, aumentando seu metabolismo, para assim conseguir fazer a desova e, consequentemente, reproduzir-se.

Uma curiosidade bastante distinta nessa espécie é ser um dos únicos predadores da tão temida, pelos seres humanos, piranha (no seleto grupo estão também a onça-pintada e o jacaré).

Onde vive a pirarara?

O peixe reside, na maioria das vezes em canais e poços, tanto dos grandes quanto os de médio porte.

Em escala nacional, a busca pelo peixe terá êxito nas regiões das bacias do Rio Araguaia, Amazonas e Tocantins.

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O que come? 

De maneira alguma seria equivocado cravar que esse impressionante peixe se alimenta de absolutamente tudo. Por ter o hábito de passar boa parte do tempo nas profundezas, alimenta-se de tudo o que encontrar por lá: outros peixes, moluscos, crustáceos, frutas e por aí vai.

Animais cuja alimentação pode ser definida como à base de tudo, é nomeado onívoro ou omnívoros, são os quais se alimentam tanto de matéria animal quanto vegetal.

Como e onde pescar a pirarara?

A pescaria do peixe-arara não é tratada pela esmagadora maioria dos pescadores como algo impossível. Muito pelo contrário, há o costume e a recomendação de se apropriar de iscas naturais, pedaços de peixes, como o da infeliz presa tilápia.

Corra atrás de pescar em seu habitat preferencial (como explicara canais e poços, sejam estes de médio ou grande porte)

pirarara grande

Foto: terra da Gente – G1)

 O equipamento que mais se adequa ao pirarara são instrumentos de grande porte (materiais cuja resistência e capacidade são muito superiores).

Na pesca esportiva é necessário linhas entre 30 e 50 libras e anzóis recomenda-se o intervalo de 8/0 e 10/0.

Aos com menor afinidade com a dimensão desses tamanhos, faremos uma comparação: para a pesca do peixe espada, os apetrechos é o anzol nº 5/0 e linhas que não ultrapassam as 20 libras. Isto é, a pesca do pirarara está em outro patamar.

Pirarara come gente: mito ou verdade?

Há uma infinidade de peixes, mas só alguns causam tanta afronta ao ser humano pela agressividade.

A maioria dos peixes é tem poucas atitudes hostis contra nós e, portanto, somos nós, seres humanos que mais espantamos o peixe do que o contrário.

Claro que o papel predador – presa pode inverter. Em casos de pesca, o peixe tentar se defender ou o mesmo realmente ter mais capacidade de confrontar o ser humano. Diante de uma baleia, sozinhos não somos muito efetivos e a outros animais marinhos também.

Sintetizando, o tamanho pode ditar muito bem o comportamento dos peixes, mesmo tendo sempre a exceção da regra. Creio que ninguém teria muita coragem em adentrar num tanque de piranhas (já aí o tamanho dela não a impede de ter condições de ser o predador do homem).

O tubarão também é um dos terrores da nossa espécie homo sapiens. E, como já explicara as semelhanças entre o Pirara e o tubarão podem até levar um menos entendido de vida marinha a ter convicção de que esse belo peixe é, na verdade, um tubarão.

Não é de se estranhar que o Pirara em alguns grupos, tribos ou qualquer outro aglomerado de pessoas possam crer que o Pirara come gente. Principalmente em um período passado em que a oralidade e histórias eram repassadas de geração por geração.

Tudo aponta para uma mesma resposta: pirarara não come gente. O pirara de fato é um tipo de bagre (sim, aquele peixe que feriu muitos em praias quando era atingido pelo seu corpo e, alguns, até levou a óbito) e os relatos traçam muito mais uma lenda do que um acontecimento real.

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