Piracema: o que é, quando ocorre

Todo pescador tem que entender a importância da Piracema, de sua preservação e seus limites durante esse período tão fértil para a vida marinha (mais especificamente, a vida dos peixes).

Durante o período de maiores precipitações – chuvas -, os peixes têm grande produção de suas glândulas, por fatores e motivos os quais serão abordados com maior precisão nos próximos tópicos.

O embate pela vida animal e por catástrofes causadas por culpa do ser humano é uma luta diária e longe de um fim (principalmente em casos de países subdesenvolvidos, como o Brasil). Comecemos toda a questão pela primeira indagação: afinal, o que seria Piracema exatamente?

O que é Piracema?

A Piracema é um fenômeno natural e recorrente na vida dos peixes. Este é o momento da desova dos mesmos (estágio em que os animais aquáticos externam seus objetos de se reproduzirem).

Entretanto, para isso, o procedimento não se apresenta com um jeito tão simples, tranquilo e seguro. O processo é árduo e perigoso. Os peixes reofílicos nadam contra a correnteza para se reproduzirem. Um processo extremamente extenuante.

Mas a fadiga não é um ponto contra tudo o andamento. Muito pelo contrário. É imprescindível que os peixes façam tanto esforço, pois o gasto de energia estimula a glândula hipófise responsável pela produção de todos os hormônios. O que conclui todo o ciclo de preparação do corpo do animal para conseguir exteriorizar todo o conteúdo reprodutivo.

O que é Piracema

Foto: Conexão Tocantins

Há outros coeficientes a serem considerados no estímulo da hipófise: temperatura das águas, nível do mar, intensidade da luz solar os quais, em suas condições adequadas, possibilitam a agitação da glândula. Em respeito à sucessão de todo o curso, é a fêmea a grande responsável por “despejar” seus óvulos e, em seguida, os machos sobrepõe a produção feminina com espermatozoides.

Terminada a desova, os peixes retornam das cabeceiras dos rios e, em sequência, ao atingirem seu amadurecimento, as larvas e os ovos realizam o mesmo caminho de seus geradores.

Entraves abrem brecha ao fracasso de toda a ordem da natureza. A barragem é uma das grandes vilãs. A mesma pode impedir a transitividade dos peixes em direção às cabeceiras, causando ferimentos ou o óbito e tornando a isca fácil aos predadores.

Com grande fama na América do Norte, o projeto criado para amenizar as consequências da barragem foi uma “escada”. Na América do Sul já não se tem tanta credibilidade e eficácia em suas construções.

O projeto sugerido aos países pobres foi mal recebido, pois os peixes subiam, no entanto não desciam já que o palco pós-barragem não era próspero para a desova. Infelizmente, não é só a barragem que apresenta empecilhos: as turbinas também.

Quando ocorre a Piracema?

O fenômeno costuma ocorrer entre os meses de outubro, ou novembro, a março. As chuvas de verão tem função chave por aumentar o nível dos rios.

Qual sua importância

O também período conhecido por defeso, visto que é a circunstancia em que os peixes têm a oportunidade de se multiplicar. Sem esse ciclo, graves ferimentos ao ecossistema e a aproximação da extinção da espécie estariam cada vez mais presentes.

À vista disso, é vital que os órgãos públicos de proteção à fauna e flora, como o IBAMA, banquem devidas providências com o propósito de prevenir maiores anormalidades. Há algumas ações já sendo executadas em território nacional, as quais entre elas estão às áreas de preservação do IBAMA. Não adianta formalizar a lei sem estar sendo averiguado seu cumprimento.

piracema

Foto: Pesca Verdade

Quando se trata de cumprimento, esbarra-se com mais uma infinidade de problemáticas. A população ribeirinha, a qual vive as margens dos rios, é uma das grandes predadoras nos períodos de reprodução. É urgente que sejam conscientizados.

Ainda, no território Brasileiro, recebem-se mais e mais notícias de irresponsabilidades na fiscalização dos órgãos responsáveis. A impunidade frustra e revolta a toda a população e suas vítimas.

Quais são os peixes que participam da Piracema?

Os peixes nomeados “reofílicos” são os que buscarão a cabeceira do rio para, desta maneira, procriarem. Algumas fontes estipulam que 80% dos peixes agem de acordo com esse método. Entre alguns exemplos estão: o pintado, salmão, dourado e etc.

Pesca durante a Piracema

A pesca em períodos de reprodução (Piracema) acarreta uma série de prejuízos a todo o meio ambiente. Entre elas, a extinção da espécie e todo um dano ao ciclo do ecossistema. Há toda uma burocracia durante o período de defeso. Comerciantes e pescadores têm a obrigação de repassar um relatório a Secretaria do Meio Ambiente detalhando sobre o seu pescado e seu estoque (seja congelado, em natura e etc.). Veja também o calendário de pesca 2019.

A lei não é válida só para o praticante como quem tem carteira de pesca, idem para hotéis, peixarias, restaurantes. Ou seja, qualquer um que armazene peixes, deve realizar, coloquialmente falando, como se fosse uma declaração de seus bens. No caso, os bens são peixes.

As normas e restrições são inúmeras, portanto recomenda-se ficar atento com pescarias durante o período. Multas variam entre R$ 700,00 até R$ 10 000,00 além de R$ 20,00 por kg do pescado.

Cada pescador pode levar consigo apenas 3 kg de pescado e peixes nativos podem ser apenas fisgados e devolvidos aos rios ou mares. É também banido o uso de redes e tarrafas e existe um limite de varas por pescador: cinco.

Os incumbidos de efetuar a fiscalização nas regiões do Sudeste, Centro-Oeste e Sul é a Policia Militar Ambiental.

 

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